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quarta-feira, março 01, 2006

As coisas que eu aprendo


No outro dia estava a ler um livro muito interessante, Pais Brilhantes - Professores Fascinantes, e fiquei supreendido pela simplicidade com que o autor, Augusto Cury, descreve os mecanismos da memória. Aprendi importantes e novas informações sobre o mecanismo deste belo instrumento, que quando usado sobre o nosso domínio, nos ajuda a atingir a plenitude das nossas capacidades. Então não é que, a memória não armazena informações puras do passado. E o mais engraçado é de que as lembranças do passado, são reedições alteradas da suposta lembrança original. É um pouco como aquela história: "quem conta um conto aumenta um ponto". Dá que pensar não é?
O modelo de educação com que fomos presenteados, sempre apostou no aprender para depois lembrar, pensando eles que a nossa mente funcionaria com a exactidão de um computador. Armazenar informação que se desactualiza, acabando por não ter utilidade, ao menos que se crie constantemente a partir dela.
Aprendi também, que toda a informação armazenada na memória é feita de forma involuntária e automática e, que ainda por cima nunca mais será apagada. Ah pois é! Mas não se apoquentem, porque é reeditada, de forma positiva ou negativa e, isso já depende de uma vontade consciente.
Aprendi muitas coisas com este livro e, o que me marcou mais foi a constatação de que somos responsáveis pela nossa história psiquíca e emocional. É que a qualidade do registo da informação depende, do impacto emocional desta.

Despeço-me, agradecendo desde já a oportunidade que me cedeste Grande Bruno. Poder ler e agora partilhar ideias interessantíssimas com pessoas que habitam no teu espaço, é sem dúvida um enorme prazer.

Abraço Miguel Gaspar

4 Comments:

Blogger Beatriz said...

agradeço-te imenso as informações cedidas. não só são de grande interesse colectivo, como pessoalmente enriquecedoras. os segredos da mente são sem duvida imensos e fascinantes...

beatriz

2:23 da tarde  
Blogger Kata said...

Grande Gaspar! Também tenho esse livro mas ainda não tive oportunidade de o ler.

O ano passado numa formação de treinadores que dei na Federação de Karate no tema de "controlo motor e aprendizagem" esse foi um dos temas que abordei e que mais me fascinou.

Em relação às tua revelações só tenho a acrescentar, no que toca, por exemplo, ao esquecimento:

Esquecemos mais facilmente o que gostamos mas também temos tendência a fixar de forma irreversível experiências traumáticas e desagradáveis. Assim, a experiência pessoal e o seu nivel de profundidade determinam grandemente o desenrolar do processo de conservação e esquecimento da informação que interessa ou não reter. Mas quais são os critérios? Ainda não se sabe nem se entende bem, aí concorrem os traços personalísticas em que, como sabes, não há dois iguais.

O esquecimento, no caso das aprendizagens, é tanto ou mais importante quanto a necessidade de esquecer aquilo que é irrelevante para fixar a atenção no que é realmente importante.

No caso das aprendizagens escolares existem, como sabes e bem, técnicas impressionantes para te chamar a atenção de uma forma significativa de modo a que preserves a informação que mais interessa tratar... Pena que nem todos os professores são brilhantes, nem todos os pais fascinantes.

amic, una fort abraçada!

11:29 da manhã  
Blogger Kata said...

Obrigado eu por dares mais vida e cor ao nosso blog!

11:30 da manhã  
Blogger Edson Arantes do Nascimento said...

Segundo o poeta sertanejo-brasileiro Wali Salomão, «A memória é uma ilha de edição».

Abraços, Gomes

P.S. - "Ilhas de edição" são aquelas maquinetas de mil botões que servem para editar, compor, organizar e escolher imagens, sons, planos para uma reportagem, um filme, etc.

12:39 da tarde  

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