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segunda-feira, janeiro 30, 2006

Pseudo-Auto-Avaliação-de-um-ainda-mais-Pseudo-Artista


Ao (re)encontrar alguns riscos meus escritos outrora, quis reflectir auto-criticamente mas cheguei à seguinte conclusão (que não é somente personalizada):

É sem dúvida complicado avaliar algo que não é objectivamente avaliável - a criatividade. Muito menos quando se assume, prioritarimente, que não se pretende quantificar nada nem ninguém. O que avaliar então? Ou melhor, como avaliar então?

Partindo do princípio que a obra que nasce de um qualquer artista - passe a expressão - é algo que, estando a seu jusante, tem em si contidas todas as vicissitudes do autor que a compõe, como pode, então, este mesmo autor olhar para elas - para si? - e qualificá-las, ou pior ainda, classificá-las como um todo, qual negação da identidade e dos diferentes estados de inspiração - ou falta dela - de que nasceram?

Finalmente, e assim o creio, não é ao crítico que baseando-se na sua experiência, douta sabedoria e poder de comparação a quem compete avaliar a obra do louco ou genial artista? Ou é este mesmo que, louco ou génio mais uma vez, se auto-avalia a si próprio?

Assim, só me resta desejar BOM PROVEITO a quem nas ditas "obras" tiver a paciência de pegar! Agora... Narcisismos? Jamais...

1 Comments:

Blogger Francisco said...

A criatividade tem sempre que começar por ser uma necessidade natural, dessas que a humanidade tem porque existe. Daquelas que são comuns por toda uma espécie.
Por isso, deve ser uma capacidade que reserva em si mesma o direito a exprimir-se.
Talvez deva ser revisto o papel e o próprio conceito de criatividade no ser humano e no mundo onde vive, em sociedade. Não digo que este esteja limitado mas, nunca é em demasia um lamiré por questões que realmente importam.

10:19 da tarde  

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