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The Sun Green Hills

Conversas de café e outros devaneios...

greendale

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Carta aos anciãos:


Se os demais conhecimentos que vós encerrais nas epidermes dos vossos actos, no fundo do vosso sossego, ou na carne de vossa voz, não encontrarem razão nem fundamento, ou simplesmente predisposição para se albergarem nas almas verdes, ainda em crescimento, de vossos discípulos, eu encararei o facto com a certeza de que tudo isso é certo. Mas se os quiserdes nus, ante os olhos dos atentos, aí meus caríssimos anciãos, meus respeitáveis senhores do saber, expliquem-nos o que se nos depara diante dos nossos olhos ingénuos e interessados, pois, poderemos ver do mesmo desenho mil formas diferentes, ou pedras em vez de pétalas.
A passagem de testemunho é um momento onde o que pesa não é o testemunho em si, mas as condições em que este é passado. Se assim não for é certo que caia.
Anciãos, dizei-nos tudo mas, fundamentai, em cumplicidade com quem vos escuta, aquilo que nos quereis fazer entender.
Jamais colocaria em causa a verdade que vos assiste quando curvando-me perante vós vos peço o fundamento das vossas razões, que hão-de ser as minhas. Isto porque antes de pensar quero saber porque penso, ou, porque penso no que penso.
E por isto, anciãos, árvores seculares de mil ramos, se por alguma razão nos quiserdes dizer algo dizei-nos, mas dizei também porque é que dissestes algo. Assim cresceremos como vós, árvores seculares de tronco enorme, de mil ramos e raízes profundas.

2 Comments:

Blogger Beatriz said...

muito pertinente o tema. Fez-me lembrar aquela máxima: "a geração que nos critica é a geração que nos educa"

2:50 da tarde  
Blogger Kata said...

Mais do que a idade o que conta é a (matur)idade. Se dos anciãos que são sábios podemos colher algum fruto que seja esse o mais maduro, mas também o mais saboroso. O fruto mais apetecível será com certeza o que mais alto e que mais longe está, mas esse é também o mais dificil de alcançar. Nem todos lá chegamos...

Para quem semeia nada é mais prazentoso do que do nada ver algo crescer. E crescer é errar. Mas um erro cúmplice, evolutivo...

Da Primavera se faz o Verão e os pertinentes jovens de hoje no futuro velhos sábios serão.

Confronto de gerações? jamais! Confronto de ideologias? talvez! Confronto de opiniões? sempre!

11:39 da manhã  

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