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The Sun Green Hills

Conversas de café e outros devaneios...

greendale

terça-feira, janeiro 02, 2007

Oiah! Algumas cartas


...aí está, é Diego Armando a jogar e já a atacar com uma imperial manilha de copas. Toda a mesa está apreensiva, estão os quatro jogadores em campo e o sol deixa a deixa para uma nova imagem: a tarde está solarenga e o Marquês de Borba do amigo Mauri é macio e derrama dos mais apurados tanidos por toda a nossa essência.
...A aldeia dos bangalows tem um bosque, e este erradia o seu verde cuidadosamente por toda a parte, ainda que a cor da luz de inverno prevalessa e se empoleire graciosa nos píncaros dos pinheiros... Jogada só ao nível dos mais batidos. Com o ás de trunfo na mão e a brincar com os seus temíveis adversários. Assim, encarta-se com o mais mísero dos trunfos que nos bafejam e a cartada continua por entre a imensa boa disposição. Agora, Katoni treme ao ver-se sem trunfos e joga uma cena triste de espadas quase a chorar. Catalina, olha profundamente o mistério que o seu jogo é aos nossos olhos (menos aos do Katoni que entretanto não recusou dar uma olhadela quando a Catalina, de forma descuidada, deu um saboroso trago no vinho) e surpreende toda a gente ao colocar cuidadosamente na mesa, junto das outras cartas, um duque de trunfo. Depois, Diego Armando baixou calmamente o seu ás de trunfo e os respectivos rei e conde. Katoni sentiu naquele momento todo o poder disso que não se explica: a sorte e o azar (este em certas circunstâncias pode ser cruel em demasia, assim como impossível de evitar), e atirou as cartas para cima da mesa dizendo -Foda-se!
Nesse preciso instante chegaram quatro cheeseburguers (com queijo, como fizeram questão de lembrar os saudosos da explanada inclinada da praia da luz), e com eles vieram o Rodes, o Mauri e a Liana, a Marquerida, , o João Mar e a PrimaVera, e o Nuno Gomes ;)
PS: Katoni, jogas muito mal mas não é por isso que deixas de ser grande aos olhos de quem é teu irmão; Diego Armando, o azar deixou de ser uma boa desculpa para ti. És, a par do kata, o refugo dos jogadores de cartas. Podes dizer que o jogo não passou de um pretexto para engolires sem saborear quase todo o Marquês, e assim, a tua péssima prestação ganha alguma razão de ser. Sorte tive eu por te ter tido como companhia ;) Catalina, Catalina... nas cartas insurges-te contra as regras da mãe Natureza e a ti não chegam sorte ou azar. Não tiveste azar o suficiente para lerpar e chegar aos cinquenta, nem tão pouco sorte para chegares aos cinco. Andaste horas entre os vinte e os trinta. Hasta ahora, amic!;

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Foi de longe a melhor descrição dos talentos inatos do Kata, das suas estratégias e artimanhas, no belicoso mundo dos duques e das manilhas!!! Muito bem. Fico ansioso por uma descrição de uma saudosa partida de Rami.

3:42 da manhã  
Blogger Kata said...

Bem passada que foi esta tarde...

Mas da estória que li não lhe reconheci qualquer ponta de veracidade! Lembro-me sim de ter ganho um jogo de cartas. O primeiro, claro, porque o segundo já dei a vez a outro. É que nessas coisas da cortesia e do desportivismo não há quem me passe a perna...

De qualquer das maneiras, nem o mais sério desporto do mundo chega à tensão de uma boa jogatana de Rami. Tenho dois baralhos aqui comigo à espera de se sentirem cartas jogadas. Já lá vão uns anos desde a última vez, mas se não estou em erro sou eu também quem ostenta o cinturão de campeão. Querido Beto, sabes bem que as curvas da Abrunheira sempre te foram letais!

12:02 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Ahhh....
Parece-me que terei de reclamar esse titulo de campeão.
Pois, embora muito me pese, não há memória nem testemunhas que algumas vez ganhasses um jogo de Rami(ou mesmo outro jogo de cartas qualquer)!!!!
Terei de confirmar esse detalhe com o Abreu e o Múriachi.
Mas fica registado uma grande vénia à tua memória e ao teu bom humor!!!

9:42 da manhã  

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