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The Sun Green Hills

Conversas de café e outros devaneios...

greendale

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Grunge


Penso -sim, penso que sim- que um dia toda a gente acaba por ver concretizado o que de mais importante se sonha. Não sei quando, se amanhã ou depois, ou no fim, lá no último momento onde se fala de uma retrospectiva corrida num ápice, uma vista geral extremamente rápida e sumariada, mas bem sumariada, daquilo a que se tem como sendo o momento que antecede a morte. E importa dizer mais. Deve dizer-se que a morte não é o fim mas antes o remate. Deve dizer-se que toda a nossa condição tem por princípio o desfecho e que, como o princípio existe, existirá o respectivo fim. Apesar de ser um tema que pouco tempo nos deve roubar (aqui), quando o contexto assim o intima, pois que seja trazido à mesa, à luz das ideias, ao nosso mundo, e que ele se manifeste mostrando as faces. Seja como for acredito que a recordação de uma praia é um mundo por explorar e ficcionar. Mas para se chegar aqui terá de se ter estado já na dita praia.
Eu acredito, sinceramente, que esse tal concretizar de uns nossos sonhos possa acontecer a qualquer momento, nem que seja o momento que antecede a morte. E assim corre o sangue nas veias e as emoções, que elas correm em nós e nos sonhos que nós sonhamos- Às vezes mundos de tamanhos gigantes apresentam-se-nos certos e a durar um só instante, um só momento.

1 Comments:

Blogger Kata said...

Sublime como sempre!!!

Um exercício interessante para medir o alcance dos nossos sonhos é pensar na hipótese de tudo acabar dentro de um segundo. Valeu a pena? Sorri o suficiente? Cumpri os meus sonhos até aqui?

No meu caso, é tal a constante mirada pelo retrovisor que penso nos meus sonhos pensando no que já passei. Também é uma maneira positiva de ver as coisas. Porque assim o meu presente, o meu caminhar pela vida, já é o próprio sonho. Sou sonho e faço-me sonho. Sonhando cada dia, suando, lutando com as mãos bem à vista e querendo ter por perto aqueles que me são irmãos, construo. Construo vida e vivo a felicidade. Mesmo que a (re)veja apenas quando olho para trás. E assim será certamente nesse ápice que antecede o desligar da máquina.

9:30 da tarde  

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